Artigos, guias e dicas sobre pesca esportiva no Brasil. Técnicas, destinos, equipamentos e regulamentações.
18/08/2026
17 min de leitura
lula, eging, egi, pesca no píer, pesca no costão, pesca noturna, litoral brasileiro
Para pescar lula no píer, costão ou embarcação, use um egi compatível com a profundidade, deixe a isca afundar com controle e alterne puxadas curtas com pausas. A maioria dos ataques acontece na descida. Quando a linha parar antes do esperado, andar para o lado ou ganhar uma folga diferente, recolha e aplique pressão contínua — sem ferrada violenta, porque os tentáculos podem rasgar.
A técnica é conhecida como eging, nome derivado do egi, uma isca artificial que lembra camarão ou pequeno cefalópode e termina em uma ou duas coroas de pontas sem farpa. Embora a lula apareça em muitos guias do site como isca para garoupa, badejo e outros peixes de fundo, ela também é um alvo esportivo interessante: exige leitura da descida, controle de linha e movimentação cuidadosa, especialmente em água clara e sob iluminação noturna.
Ler mais →17/08/2026
14 min de leitura
mero, garoupa, badejo, pesca costeira, conservação, pesque e solte, recife, litoral brasileiro
Se você encontra um mero no litoral brasileiro, a prioridade é identificar corretamente, confirmar a regra vigente e soltar o peixe com o mínimo de estresse. Em muitas áreas, a retenção é proibida ou fortemente restrita. Diferencie mero de garoupa e badejo, mantenha o exemplar na água sempre que possível e trate a captura incidental como evento de conservação — não como troféu.
O nome mero é usado no Brasil principalmente para peixes serranídeos de grande porte associados a pedras, recifes, lajes e naufrágios. O mais conhecido popularmente é o mero-cananéia ou mero-goliath (Epinephelus itajara), mas nomes regionais e confusões com outras garoupas grandes existem. Porte, padrão de manchas, habitat e status legal podem variar. Este guia não substitui a norma oficial: antes de qualquer saída, consulte IBAMA, órgão ambiental estadual, regras da unidade de conservação e a legislação atual do destino.
Ler mais →16/08/2026
17 min de leitura
linguado, pesca de praia, estuário, iscas naturais, soft bait, pesca costeira
Para pescar linguado, trabalhe a isca devagar e rente ao fundo em canais, valas, bordas de bancos e saídas de estuário. Camarão, tiras estreitas de peixe e pequenos peixes legalmente obtidos funcionam com montagem de fundo; com artificiais, use soft bait ou jig leve, alternando arrastos curtos e pausas. O ajuste mais importante não é a cor da isca, mas manter contato com o fundo sem enterrá-la na areia.
O linguado é um predador de emboscada adaptado a viver apoiado sobre um dos lados do corpo. Sua coloração acompanha o fundo, os dois olhos ficam voltados para a face superior e o ataque costuma partir de poucos centímetros da areia ou da lama. Essa camuflagem explica por que o pescador raramente vê o peixe antes da fisgada — e por que ler relevo, corrente e passagem de alimento é mais produtivo do que lançar sempre na maior distância possível.
Ler mais →15/08/2026
20 min de leitura
bonito, pesca oceânica, corrico, jig, pesca embarcada, iscas artificiais, litoral brasileiro
Para pescar bonito, encontre sardinhas, manjubas ou outros peixes pequenos concentrados por corrente, relevo ou aves; use o corrico para localizar o cardume e passe ao arremesso com jig, colher ou plug quando os ataques aparecerem na superfície. O bonito é veloz, briga com arrancadas contínuas e pode desaparecer poucos minutos depois de ser encontrado. Por isso, leitura de sinais, organização do barco e iscas do tamanho do forrageiro valem mais do que insistir em um ponto sem atividade.
Ler mais →14/08/2026
19 min de leitura
camurupim, tarpon, pesca costeira, pesca de estuário, iscas artificiais, Nordeste
Para pescar camurupim, localize canais, barras, pontes e margens de mangue onde a corrente concentra camarões e peixes pequenos; apresente a isca no mesmo sentido do alimento e use equipamento capaz de controlar saltos e corridas sem prolongar a briga. Camarão, sardinha e manjuba funcionam como iscas naturais, enquanto plugs, soft baits, jigs, colheres e moscas atendem a pesca com artificiais. O melhor conjunto depende do porte do peixe e da quantidade de estrutura no ponto.
Ler mais →13/08/2026
17 min de leitura
dourado-do-mar, pesca oceânica, corrico, pesca embarcada, iscas artificiais, litoral brasileiro
Para pescar dourado-do-mar, procure linhas de corrente, objetos flutuantes, aves e cardumes de pequenos peixes; use o corrico para localizar o predador e passe ao arremesso quando ele aparecer perto do barco. Iscas de saia, plugs, jigs e peixes naturais legalmente obtidos funcionam, desde que trabalhem na mesma profundidade do alimento. O conjunto precisa ter freio progressivo, capacidade de linha e ferragens confiáveis para suportar corridas rápidas e saltos.
O dourado-do-mar (Coryphaena hippurus), também conhecido internacionalmente como mahi-mahi, é um dos peixes mais coloridos e acrobáticos da pesca oceânica. Tem corpo alongado, coloração verde, azul e dourada que muda rapidamente fora d’água, cresce depressa e costuma patrulhar águas abertas atrás de sardinhas, lulas e outros organismos pelágicos. Quando fisgado, alterna corridas velozes, mudanças de direção e saltos que testam a regulagem do equipamento.
Ler mais →12/08/2026
16 min de leitura
manjuba, isca natural, pesca costeira, pesca de praia, robalo, peixe-espada, anchova
Para usar manjuba como isca, mantenha o peixe bem gelado, escolha um anzol proporcional e monte a isca alinhada, com a ponta livre e sem fazê-la girar na corrente. Inteira, a manjuba preserva o perfil de peixe-forrageiro e seleciona predadores; em filé ou tira, libera cheiro, rende mais montagens e facilita a pesca de fundo. Ela funciona para robalo, peixe-espada, anchova, cavala, xaréu, pescada e peixes de pedra, conforme o ponto e a técnica.
Ler mais →11/08/2026
16 min de leitura
badejo, pesca costeira, pesca de fundo, jig, iscas naturais, recife, litoral brasileiro, garoupa
Para pescar badejo com regularidade, procure pedra, laje, recife, costão ou naufrágio, apresente a isca perto da estrutura e use um conjunto capaz de impedir que o peixe volte para a toca nos primeiros metros. Sardinha, lula, camarão e tiras firmes de peixe resolvem a maior parte da pesca de fundo. Quando a corrente permite trabalho vertical, jig compacto e soft bait de perfil natural também são opções eficientes.
O badejo é um dos nomes mais citados na pesca costeira e, ao mesmo tempo, um dos alvos menos detalhados em guias próprios. Ele aparece em conversas de pedra, recife e costão ao lado da garoupa, do pargo e da cioba, mas muita gente chega ao ponto sem saber se deve pescar no fundo fechado, na borda da laje ou com jig vertical. O resultado costuma ser enrosco, isca girando na corrente ou peixe perdido na primeira corrida.
Ler mais →10/08/2026
12 min de leitura
pescada, pesca costeira, estuário, iscas naturais, litoral, pesca de fundo
Para pescar pescada com consistência no litoral brasileiro, trabalhe canais de maré, barras e bordas de estuário com isca natural fresca ou soft bait discreto, use montagem de fundo leve e priorize a virada de maré. O peixe costuma responder melhor a apresentação limpa, chumbo apenas suficiente e leitura de corrente do que a equipamento pesado ou isca exagerada.
A pescada é um dos nomes mais citados na pesca costeira e, ao mesmo tempo, um dos alvos menos detalhados em guias práticos. Ela aparece em calendários de verão e outono, em listas de estuário ao lado do robalo e da corvina, e em conversas de píer, barco e barranco. Ainda assim, muita gente chega ao ponto sem saber se deve pescar no fundo, na borda do canal ou na meia-água, e acaba misturando a estratégia da pescada com a de outros peixes de praia.
Ler mais →09/08/2026
16 min de leitura
minhoca, isca natural, pesca de barranco, tilápia, piau, pesqueiro
Para pescar com minhoca, use um anzol proporcional à boca do peixe, atravesse a isca duas ou três vezes pela parte firme e deixe uma ou duas pontas curtas se movimentando. A ponta e a abertura do anzol devem ficar livres. Para tilápia, lambari e piau, comece com um pedaço pequeno; para jundiá, mandi e bagre, use uma minhoca inteira ou um feixe moderado perto do fundo.
A minhoca é uma das iscas naturais mais versáteis da pesca de água doce no Brasil. Custa pouco, é fácil de apresentar e atende desde um caniço simples na margem até uma montagem de fundo em rio. O erro comum é pensar que quanto maior o novelo, maior será o peixe. Na prática, excesso de isca esconde o anzol, facilita o roubo pelas pontas e reduz a taxa de captura.
Ler mais →08/08/2026
16 min de leitura
dourada, Amazônia, peixes de couro, pesca de fundo, Rio Madeira, iscas naturais
Para pescar dourada amazônica, procure canais, confluências e curvas profundas de grandes rios, apresente uma isca natural fresca perto do fundo e use equipamento capaz de controlar o peixe na corrente sem prolongar demais a briga. Uma montagem simples, com chumbo apenas suficiente, líder resistente e anzol reforçado, costuma funcionar melhor do que excesso de ferragem.
A primeira distinção é essencial: dourada amazônica não é o dourado de escamas. A dourada (Brachyplatystoma rousseauxii) é um grande bagre migrador da bacia Amazônica, de pele lisa e corpo alongado. O dourado, associado principalmente a Salminus brasiliensis, tem escamas, coloração intensa e caça de forma diferente. Confundir os dois peixes leva a escolhas erradas de ponto, isca, conjunto e técnica.
Ler mais →07/08/2026
16 min de leitura
tuvira, isca viva, pintado, cachara, dourado, pesca de fundo
A tuvira é uma das iscas vivas mais eficientes para pintado, cachara, dourado e outros predadores de grandes rios, desde que tenha origem legal, seja mantida em boas condições e seja apresentada perto da faixa onde o peixe caça. Para usá-la bem, evite calor e superlotação, escolha um anzol proporcional, faça uma fixação superficial que preserve o movimento e nunca transporte ou solte organismos entre bacias sem autorização.
O sucesso da tuvira vem da combinação de resistência, movimento e presença no fundo. Mesmo em água turva, ela produz sinais que peixes de couro e outros predadores conseguem localizar. Isso não significa, porém, que basta colocar uma tuvira grande no anzol e esperar. Isca debilitada, recipiente quente, chumbo exagerado, anzol escondido e montagem enrolada reduzem muito a produtividade.
Ler mais →