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title: "Calendário de Pesca 2026 em São Paulo: Guia por Mês"
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description: "Calendário de pesca 2026 em São Paulo: espécies por mês, litoral, represas, Tietê e Paranapanema, piracema, pesqueiros e cuidados para planejar a saída."
date: "2026-09-16"
author: "Equipe Guia Pesca Esportiva"
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# Calendário de Pesca 2026 em São Paulo: Guia por Mês

Calendário de pesca 2026 em São Paulo: espécies por mês, litoral, represas, Tietê e Paranapanema, piracema, pesqueiros e cuidados para planejar a saída.


**O calendário de pesca de 2026 em São Paulo muda conforme o ambiente: outono e inverno concentram corvina, papa-terra, peixe-espada e abordagens lentas em represas; primavera ativa tucunaré, traíra, black bass e robalo antes das restrições reprodutivas; verão favorece litoral, pesqueiros e espécies autorizadas.** Para escolher o mês, defina primeiro se a pescaria será na praia, no estuário, na represa, no rio ou no pesqueiro; depois cruze espécie, condição e legislação vigente.

São Paulo reúne o maior mercado de pesca esportiva do país, um litoral com baías, costões e estuários, um sistema denso de represas e rios canalizados, e milhares de pesqueiros. Isso gera oportunidade o ano inteiro — e também regras específicas por bacia, espécie, petrecho e unidade de conservação. Uma recomendação válida para Ubatuba pode ser inadequada em Promissão; o que funciona em Ilha Solteira não se aplica automaticamente à Baixada Santista.

Este guia organiza o ano por espécies e regiões para responder à busca por um **calendário de pesca 2026 em São Paulo** sem transformar média sazonal em promessa. Antes de sair, confira licença, defeso, [piracema](/glossario/piracema/), tamanho mínimo, cota, petrecho, transporte, trecho de segurança e permissão de acesso. Normas podem mudar durante o ano.

## Calendário de pesca 2026 em São Paulo: resposta rápida

| Período | Litoral e estuários | Represas, rios e pesqueiros | Principal cuidado |
|---|---|---|---|
| Janeiro e fevereiro | robalo, peixe-espada, corvina e pesca noturna em horários frescos | pesqueiros e espécies autorizadas; piracema limita águas continentais | defeso, calor, temporais e praias cheias |
| Março e abril | robalo, corvina, papa-terra e transição para o outono | tucunaré, traíra, black bass, tilápia, pacu e peixes de fundo | chuva, nível das represas e primeiras frentes frias |
| Maio e junho | corvina, papa-terra, peixe-espada, linguado e bagres costeiros | black bass, traíra, tilápia, carpa, jundiá e técnicas lentas | água fria, vento sul, neblina e ressaca |
| Julho e agosto | corvina, espada, papa-terra e bagres em mar mexido | finesse em represas, peixes de fundo e janelas curtas de predadores | frio, vento forte e navegação em reservatórios grandes |
| Setembro e outubro | robalo, corvina e peixes de praia na transição | tucunaré, traíra e black bass mais ativos; última janela em trechos abertos | aproximação da piracema e temporais de primavera |
| Novembro e dezembro | robalo, espada e pesca costeira em horários frescos | apenas espécies, locais e modalidades permitidos | piracema, raios, calor e grande movimento turístico |

Use a tabela como filtro inicial. Uma frente fria desloca a janela por vários dias; chuva volumosa no interior altera nível e transparência; vento sobre Ilha Solteira ou Porto Primavera cria ondas perigosas; e a maré no litoral reorganiza o peixe mesmo com céu limpo. Consulte a tábua de maré do porto mais próximo e a previsão das 48 horas anteriores.

## Janeiro: litoral, pesqueiros e atenção máxima à piracema

Janeiro combina calor, pancadas de chuva e proteção reprodutiva em muitas águas continentais. Não presuma que o rio ou a represa estão liberados porque há pescadores no local. A regra pode diferenciar espécies nativas e não nativas, pesca embarcada e de barranco, retenção e soltura, além de estabelecer trechos onde qualquer atividade é restrita.

Quando a modalidade estiver autorizada, [pesqueiros](/blog/pesca-em-pesqueiro-guia-completo/) e ambientes controlados costumam oferecer tilápia, pacu, tambaqui, [tambacu](/blog/tambacu-tambacu-pesqueiro-guia-pesca/), carpa e outros peixes do lago. Chegue cedo, pergunte a profundidade e o padrão recente e evite ceva excessiva. Em dias muito quentes, brigas longas e manipulação fora d’água aumentam o risco para o peixe.

No litoral norte — Ubatuba, Ilhabela, São Sebastião e Caraguatatuba — o [robalo](/blog/robalo-pesca-tecnicas-locais/) responde a camarão, shad, jig e plugs de meia-água em pedras, costões, desembocaduras e estruturas. Na Baixada Santista, canais, molhes e praias com valas bem formadas rendem robalo, corvina e [peixe-espada](/blog/peixe-espada-no-inverno-praia-pier/) em horários frescos e à noite. O guia de [pesca noturna](/blog/pesca-noturna-brasil-tecnicas-especies/) ajuda a organizar a saída com segurança.

Temporais de verão não admitem improviso. Ao ouvir trovão, recolha a vara de carbono e saia de praia aberta, píer, embarcação e margem exposta.

## Fevereiro: padrão de verão com água instável

Fevereiro mantém calor e temporais. No litoral, chuva volumosa empurra água doce e detritos para baías e estuários, mudando a posição do peixe. Se o canal estiver barrento e carregado, procure a borda da corrente ou adie a saída. Camarão bem fixado, como explica o guia do [camarão como isca](/blog/camarao-como-isca-conservar-iscar-usar/), sustenta lançamentos longos sem sair do anzol.

Em pesqueiros, a primeira hora da manhã e o fim da tarde costumam ser mais confortáveis. A [traíra](/blog/traira-como-pescar-iscas-tecnicas/) pode patrulhar capim e sombra; a [tilápia](/blog/pesca-de-tilapia-tecnicas-iscas-dicas/) responde à profundidade e à temperatura. Ainda assim, confirme o que está permitido durante o período reprodutivo nas águas livres.

Nas represas do interior, mesmo quando alguma modalidade estiver liberada, o oxigênio baixo das águas quentes exige briga curta e soltura rápida. Use o passo a passo de [como soltar peixe corretamente](/blog/como-soltar-peixe-corretamente/).

## Março: reabertura exige confirmação, não suposição

Março costuma marcar transição nas regras de muitas bacias, mas a data exata e as condições precisam ser verificadas para 2026. Antes da primeira saída, confirme se o trecho foi reaberto, quais espécies podem ser capturadas e se permanecem proibições específicas.

Com água ainda quente, [tucunaré](/blog/tucunare-como-pescar-guia/) e traíra podem responder a superfície no amanhecer em represas do Tietê, do Paranapanema e do Paraíba do Sul. Use zaras, poppers, hélices menores e frogs perto de vegetação, pedras e galhadas; se houver perseguição sem ataque, troque para meia-água, spinner ou soft bait.

[Piapara](/blog/piapara-no-inverno-rios-represas/), [piau](/blog/piau-no-inverno-rios-represas/) e peixes de fundo voltam ao planejamento conforme a bacia. Milho, massa, minhoca e iscas naturais legalizadas funcionam quando apresentadas no corredor certo. Não transporte iscas vivas entre rios ou reservatórios.

No litoral, março ainda tem água aquecida e pode render robalo, [corvina](/blog/corvina-na-praia-no-inverno/), papa-terra e peixe-espada. Cruze maré, chuva e vento nas 48 horas anteriores. O [guia de pesca costeira](/blog/pesca-costeira-litoral-brasil/) ajuda a separar praia, canal, estuário e costão.

## Abril: outono versátil em represas e na costa

Abril traz noites mais longas e frentes frias mais frequentes. Em grandes represas — Ilha Solteira, Porto Primavera, Promissão, Barra Bonita, Jurumirim e Capivara —, o vento pode mudar rapidamente a condição de navegação. Planeje rotas curtas, use colete e abandone travessias expostas quando houver rajada ou onda crescente. O glossário de [pesca embarcada](/glossario/pesca-embarcada/) resume os cuidados essenciais.

Tucunaré e traíra ainda podem atacar artificiais rápidas depois de dias estáveis. Após frente fria, reduza velocidade e procure pedras, galhadas, canais antigos e desníveis. O [black bass](/blog/pesca-de-black-bass-represas-brasil/) responde bem a jig, soft plastic, crankbait e técnicas finesse em reservatórios onde está presente.

No eixo do Tietê e no Paranapanema, [dourado](/blog/dourado-rio-pesca-tecnicas/) e [pintado](/blog/pesca-de-pintado-surubim-guia-completo/) ganham consistência antes do frio mais forte. Para o dourado, iscas de meia-água e iscas vivas permitidas em poços e corredeiras margeando estruturas são a aposta clássica.

No litoral, o outono favorece robalo e peixes de fundo. A virada de maré pode concentrar alimento em barras e canais, enquanto praias com valas bem formadas rendem corvina, [papa-terra](/blog/papa-terra-na-praia-no-inverno/) e bagres.

## Maio: água esfriando e apresentação mais controlada

Maio abre o semestre mais técnico das represas paulistas. A temperatura cai, o peixe aprofunda e a apresentação precisa ficar mais lenta. Black bass, traíra, tilápia e [carpa](/blog/carpa-no-inverno-pesqueiro/) respondem a montagens discretas, líderes limpos e ceva moderada. Em água fria, o excesso de ração alimenta sem atrair.

Nas represas do Sistema Cantareira e do Paraíba do Sul — Jaguari, Atibainha, Cachoeira, Paraibuna —, confirme regras de acesso, embarcação e unidade de conservação antes de planejar. Muitos trechos têm restrições próprias que não aparecem em guias genéricos.

No litoral, maio reforça a pesca de fundo. Corvina, papa-terra, bagres e [linguado](/blog/linguado-pesca-praia-estuario-iscas-montagem/) ocupam canais e valas, especialmente com mar mexido e água escura de areia em suspensão. A [montagem para pesca de praia](/blog/montagem-pesca-de-praia-inverno/) com chicote balanceado e chumbos variados permite ajustar fundo e distância ao longo da maré.

A [tainha](/blog/tainha-no-inverno-pesca-de-praia/) pode entrar no radar do litoral sul durante a passagem de cardumes, sempre conforme a norma vigente de período, petrecho e cota.

## Junho: corvina na praia e finesse nas represas

Junho é mês de pesca de fundo no mar e de paciência no interior. Na Baixada Santista e no litoral sul — de Santos a Peruíbe —, corvina, papa-terra e bagres ocupam canais próximos, especialmente com maré enchendo e vento moderado. Noites frias rendem [bagres](/blog/bagre-no-inverno-rios-represas/) em estuários e canais; use iluminação de cabeça, alicate longo e manuseio cuidadoso.

Nas represas, [jundiá](/blog/jundia-no-inverno-iscas-montagem-locais/) e [mandi](/blog/mandi-no-inverno-rios-represas/) sustentam a pesca de fundo entre frentes frias. Para predadores, encurte o passeio de isca, reduza o tamanho e procure a quebra de temperatura. O guia de [dourado no inverno](/blog/dourado-no-inverno-rios-brasil/) mostra como adaptar a apresentação quando a água esfria.

Em pesqueiros, o frio concentra peixe em profundidade. Chegue cedo, pergunte o padrão do dia e troque de ponto se a ceva não gerar movimento em 40 minutos.

## Julho: frio intenso, espada e técnicas lentas

Julho costuma ser o mês mais frio no Sudeste, com neblina, vento sul e mar agitado. No litoral, corvina e papa-terra seguem como apostas centrais, e o peixe-espada ganha força à noite em píeres, molhes e praias com vala profunda. Costão exige atenção extrema: onda por cima da pedra é sinal imediato de abandono.

Nas grandes represas do oeste paulista, o vento cria ondas curtas e perigosas. Prefira margens abrigadas, braços laterais e estruturas próximas. Black bass e tucunaré podem dar janelas curtas em dias estáveis; fora disso, priorize peixes de fundo e tilápia.

Consulte também o mapa de [melhores represas para pesca esportiva](/blog/melhores-represas-pesca-esportiva-brasil/) para escolher destinos com infraestrutura e acesso confirmados. Em julho, o deslocamento longo só vale a pena com previsão estável.

## Agosto: fim do inverno e grande variação

Agosto alterna manhã fria, tarde quente e rajadas. No litoral, espécies de inverno ainda dominam, mas alguns dias já antecipam a primavera. Corvina, papa-terra, bagres e peixe-espada formam o cardápio; o robalo começa a aparecer com mais frequência em estuários e pedras.

Nas represas, o aquecimento gradual reacende a traíra em vegetação rasa e o tucunaré em pontos com estrutura. Superfície ao amanhecer e meia-água durante o dia formam a combinação prática do mês. O [pacu](/blog/pesca-de-pacu-tecnicas-iscas-locais/) também responde melhor quando a água sobe alguns graus.

Agosto é bom mês para revisar equipamento antes da primavera: linha, líder, nós, fricção e estoque de iscas. Veja [como escolher a vara de pesca](/blog/como-escolher-vara-de-pesca/) e a comparação entre [carretilha e molinete](/blog/carretilha-vs-molinete-qual-escolher/).

## Setembro: primavera, predadores de volta

Setembro abre a primavera. No litoral e nos estuários da Baixada, o robalo ganha consistência com o aquecimento e a entrada de camarões e peixes pequenos. Barras, pontes, pedras e encontros de corrente são os pontos de leitura. O guia de [pesca na primavera](/blog/pesca-na-primavera-brasil-especies-iscas-regioes/) amplia as opções por região.

Nas represas, tucunaré, traíra e black bass respondem às primeiras sequências estáveis de calor. É um dos melhores meses do ano para artificiais de superfície e meia-água — e também o momento de confirmar as datas de piracema da bacia, porque períodos e exceções não são idênticos em todo o estado.

Para planejar a fase atual do ano, consulte o [calendário de pesca de setembro de 2026](/blog/calendario-pesca-setembro-2026/) e o calendário de pesca 2026 de [água doce](/blog/calendario-pesca-2026-agua-doce/). A comparação com os calendários de [Santa Catarina](/blog/calendario-pesca-santa-catarina-2026/), [Paraná](/blog/calendario-pesca-parana-2026/) e [Rio Grande do Sul](/blog/calendario-pesca-rio-grande-do-sul-2026/) mostra como a regra e a sazonalidade variam entre vizinhos.

## Outubro: água aquecendo e preparação para a piracema

Outubro favorece robalo em canais e barras, corvina em pontos de praia e tucunaré, traíra, black bass, dourado e tilápia no interior. É um mês generoso — e o último inteiro antes do período tradicional de fechamento das águas continentais.

Use outubro para as pescarias de represa e rio que exigem deslocamento: dourado e pintado no Paranapanema e no Tietê, tucunaré em pontas e ilhas, black bass em reservatórios com estrutura. Confirme datas de piracema da bacia e regras de retenção. O [calendário de pesca de outubro de 2026](/blog/calendario-pesca-outubro-2026/) ajuda a cruzar o mês com o restante do país.

No litoral, a pesca não segue automaticamente o fechamento continental, mas existem [defesos](/glossario/defeso/) e restrições próprios por espécie, área e petrecho. Não generalize.

## Novembro: piracema e alternativas legais

Novembro inicia o período tradicional de piracema nas águas continentais paulistas — historicamente entre novembro e fevereiro —, com limitações ou proibições de pesca conforme bacia, espécie e petrecho. A data exata e as exceções vêm da portaria vigente: consulte antes de planejar, reter ou transportar. O guia de [piracema e defeso](/blog/piracema-defeso-quando-pescar/) explica a lógica da proteção reprodutiva.

As alternativas legais do mês são o litoral, os pesqueiros privados e os ambientes autorizados. No mar, robalo, peixe-espada, corvina e peixes de fundo seguem disponíveis conforme a regra. Em pesqueiros, tambacus, carpas, tilápias e pacus mantêm a atividade.

Ao ouvir trovão, encerre a pescaria: vara de carbono, praia aberta, lancha e píer são pontos de risco real.

## Dezembro: verão de volta e pesca em horários frescos

Dezembro retoma o padrão de verão. No litoral norte e na Baixada, robalo, corvina, bagres à noite e espécies de praia em horários frescos formam o planejamento. O movimento turístico exige respeito à faixa de banho e às regras municipais de uso da areia.

Em pesqueiros e ambientes autorizados, tilápia, pacu e traíra ficam ativas, mas o calor exige cuidado com o peixe: equipamento compatível, briga curta e soltura rápida. Dezembro também é mês de tempestade no Sudeste. Embarcação pequena, costão e praia aberta exigem previsão atualizada, colete, rota de retorno e decisão conservadora.

## Onde pescar em São Paulo por tipo de ambiente

### Litoral Norte

Ubatuba, Ilhabela, São Sebastião e Caraguatatuba combinam costões, ilhas, baías e desembocaduras. Robalo, peixe-espada, corvina e espécies de pedra ocupam janelas diferentes do ano. Costão exige leitura de ondulação; ilhas pedem navegação cuidadosa e plano de abrigo.

### Baixada Santista e litoral sul

Santos, Guarujá, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe oferecem praias, molhes, canais e estuários. Corvina, papa-terra, bagres, linguado, peixe-espada e robalo formam o cardápio clássico. Respeite a faixa de banho, a pesca profissional e as regras municipais.

### Sistema Cantareira e Paraíba do Sul

Jaguari, Atibainha, Cachoeira, Paraibuna e represas associadas pedem confirmação rigorosa de acesso, embarcação e unidade de conservação. Tilápia, traíra, tucunaré e peixes de fundo aparecem conforme o trecho e a regra local.

### Eixo do Tietê

Barra Bonita, Promissão, Nova Avanhandava e Três Irmãos concentram pesca de represa com tucunaré, traíra, tilápia, peixes de fundo e, em trechos específicos, dourado e pintado. Vento, nível e estruturas submersas definem o dia.

### Paranapanema e oeste paulista

Jurumirim, Capivara, Ilha Solteira e Porto Primavera formam o circuito das grandes águas. É a pescaria de deslocamento do estado: predadores, peixes de fundo e navegação em reservatório aberto. Viaje com plano B para vento e chuva.

### Pesqueiros do interior e da Grande São Paulo

São Paulo tem a maior rede de pesqueiros do Brasil. Tilápia, pacu, tambacu, carpa e traíra mantêm a atividade mesmo durante restrições em águas livres. Pergunte regras da casa, profundidade e padrão recente; ceva e transporte seguem a orientação do local e da legislação.

## Como usar lua, maré e vento no litoral paulista

A fase da lua ajuda a prever a amplitude da maré, mas não informa sozinha o horário de água alta no ponto.

- **Lua nova e lua cheia:** tendem a marés de sizígia, com maior amplitude na praia e corrente mais forte em canais.
- **Quarto crescente e minguante:** correntes mais moderadas, úteis para montagens leves e costão.
- **Vento sul e sudeste:** esfriam a água, levantam mar e podem sujar a praia com sargaço.
- **Vento nordeste e norte:** costumam acalmar o mar no litoral paulista e aquecer a água rasa.
- **Virada de maré:** momento clássico de reorganização do peixe em barras, molhes e estuários.

Consulte o [calendário lunar de pesca 2026](/blog/calendario-lunar-pesca-2026-brasil/) para as fases do ano, mas use a tábua de maré do porto mais próximo e a previsão de vento como ferramentas de decisão.

## Equipamento por tipo de pescaria

| Modalidade | Conjunto inicial | Iscas ou acessórios úteis |
|---|---|---|
| Pesca de praia | vara longa, molinete robusto e líder de arranque | chicotes, chumbos variados, camarão e minhocuçu |
| Robalo em estuário e costão | conjunto médio com multifilamento e líder fluorcarbono | camarão, shad, jig, stick e plugs de meia-água |
| Tucunaré e black bass em represa | carretilha ou molinete médio com linha 20–30 lb | zara, popper, spinner, soft bait e crankbait |
| Dourado e pintado | conjunto pesado com líder forte | iscas vivas permitidas, plugs e meia-água |
| Traíra e pesqueiro | conjunto médio com líder resistente a dentes | frog, spinner, plug, massa e ceva moderada |
| Peixe-espada noturno | vara média-pesada e iluminação de cabeça | iscas de peixe, camarão e montagens de fundo |

Antes de comprar, veja [como escolher a vara de pesca](/blog/como-escolher-vara-de-pesca/) e a comparação entre [carretilha e molinete](/blog/carretilha-vs-molinete-qual-escolher/). Em São Paulo, o mesmo pescador costuma alternar praia, represa e pesqueiro: conjuntos versáteis economizam a temporada.

## Regras e cuidados legais em 2026

Este calendário descreve tendências sazonais, não uma autorização de pesca. Antes de cada saída em São Paulo:

1. confirme a licença aplicável à pesca amadora ou esportiva;
2. consulte normas federais, estaduais e municipais vigentes;
3. verifique defeso da espécie e regras de unidades de conservação;
4. confira tamanho mínimo, cota, petrecho e possibilidade de transporte;
5. respeite a piracema nas águas continentais entre novembro e fevereiro, conforme portaria;
6. confirme regras de acesso a represas, propriedades privadas e áreas de segurança de barragem;
7. não transporte isca viva ou peixe entre bacias sem autorização;
8. mantenha documentos e comprovantes exigidos em viagem;
9. adote a interpretação mais conservadora quando a regra for dúbia;
10. procure o órgão competente se duas fontes divergirem.

A página sobre [como obter licença de pesca](/faq/como-obter-licenca-pesca-ibama/) serve como ponto de partida. Como normas mudam, confirme novamente perto da data.

## Checklist para escolher o melhor dia

- [ ] Defini espécie e ambiente antes de escolher o mês
- [ ] Consultei previsão, vento, chuva, raios e ondulação
- [ ] Verifiquei maré da praia ou nível e vento da represa
- [ ] Confirmei licença, defeso, piracema, cota e petrecho
- [ ] Chequei acesso, estrada, horário e regras do ponto
- [ ] Separei chumbos e montagens para mais de uma condição
- [ ] Revisei linha, líder, nós, anzóis e fricção
- [ ] Levei alicate, iluminação, proteção e roupa em camadas
- [ ] Avisei alguém sobre local e horário de retorno
- [ ] Planejei a soltura antes de capturar o peixe

Para completar a preparação, use o [checklist do que levar para a pescaria](/blog/o-que-levar-para-pescaria-checklist/).

## Perguntas frequentes sobre pesca em São Paulo

### Qual é a melhor época para pescar em São Paulo?

Depende do alvo. Outono e inverno concentram corvina, papa-terra, peixe-espada e técnicas lentas em represas. Primavera ativa tucunaré, traíra, black bass e robalo. Verão exige atenção à piracema e ao calor.

### Quando é a piracema em São Paulo?

Tradicionalmente entre novembro e fevereiro nas águas continentais, com períodos, exceções e petrechos definidos em portaria que muda a cada ano. Confirme a norma vigente antes de pescar.

### Pode pescar no rio Tietê durante a piracema?

Somente nas modalidades, trechos e condições expressamente permitidos. Espécies, petrechos, cotas e áreas próximas a barragens podem ter regras diferentes. Confirme a norma do trecho antes de lançar.

### Quais peixes podem ser pescados em São Paulo?

Tucunaré, traíra, black bass, tilápia, carpa, pacu, dourado, pintado, piapara, piau, jundiá, mandi e, no litoral, robalo, corvina, peixe-espada, papa-terra e linguado, conforme bacia, época e regra vigente.

### Precisa de licença para pescar em São Paulo?

A pesca amadora ou esportiva pode exigir licença e sempre deve respeitar regras da espécie, do ambiente e do local de acesso. Consulte os canais oficiais antes de sair.

### Qual lua é melhor para pescar no litoral paulista?

Não há uma única melhor. Nova e cheia tendem a aumentar a amplitude da maré; crescente e minguante facilitam montagens leves. A janela real depende da maré do ponto, do vento e da espécie.

### Onde pescar em São Paulo?

Litoral norte, Baixada Santista, represas do Cantareira e do Paraíba do Sul, eixo do Tietê, Paranapanema, Ilha Solteira, Porto Primavera e a ampla rede de pesqueiros formam o mapa do estado.

## Conclusão

O melhor calendário de pesca para São Paulo em 2026 é aquele que começa pela espécie e pelo ambiente. Outono e inverno entregam a pesca tradicional de corvina, papa-terra e peixe-espada no litoral e técnicas lentas nas represas; primavera reativa tucunaré, traíra, black bass e robalo; verão exige criatividade e respeito integral à piracema. Em qualquer mês, vento, nível da água, temperatura e legislação atualizada decidem o resultado.

Escolha a região, confira a condição das 48 horas anteriores, leve montagens adaptáveis e abandone a saída se o tempo ou o acesso estiverem inseguros. São Paulo permite pescar o ano inteiro — mas pescar bem significa saber quando trocar de ponto, de técnica ou de plano.
