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title: "O Que Pescar em Fevereiro no Brasil: Rios Reabrem, Verão Termina e o Litoral Segue Forte"
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description: "Veja o que pescar em fevereiro no Brasil: a piracema libera dourado, pintado e pacu no Centro-Sul, o litoral segue quente e a Amazônia inicia a cheia."
date: "2026-07-17"
author: "Equipe Guia Pesca Esportiva"
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# O Que Pescar em Fevereiro no Brasil: Rios Reabrem, Verão Termina e o Litoral Segue Forte

Veja o que pescar em fevereiro no Brasil: a piracema libera dourado, pintado e pacu no Centro-Sul, o litoral segue quente e a Amazônia inicia a cheia.


Fevereiro é o mês da virada na pesca esportiva brasileira. O verão começa a perder força, as águas dos rios do Centro-Sul começam a baixar e, o mais importante, a piracema chega ao fim na maior parte do país: dourado, pintado, pacu, piraputanga e piracanjuba voltam a ser alvo legítimo após quase três meses de defeso. Para muita gente, fevereiro marca a primeira viagem de rio do ano — e o aumento da adrenalina que só a reabertura traz.

Mas fevereiro não é só rio. Enquanto as águas continentais reabrem, o **litoral** segue no melhor momento, com a água ainda quente deixando robalo, corvina e anchova muito ativos. Os **pesqueiros particulares** continuam lotados com tilápia, carpa e tambaqui na água morna, e as **represas liberadas** guardam black bass, traíra e tucunaré introduzido nas janelas de frescor. Na Amazônia, o mês ainda entrega os últimos tucunarés da seca antes de a cheia tomar conta.

A pergunta "o que pescar em fevereiro?" continua dependendo da mesma combinação de sempre: região, regra local, nível da água, temperatura, vento e estrutura. Mas fevereiro tem uma particularidade que poucos meses têm: a expectativa da abertura. Quem organiza a viagem com antecedência, confere a portaria e escolhe a janela certa pesca muito mais — e evita a multa e a decepção de um rio ainda interditado.

Este guia é a continuação direta do roteiro de [o que pescar em janeiro](/blog/o-que-pescar-em-janeiro-brasil/), quando a piracema ainda fechava os rios e o litoral carregava a temporada, e fecha o verão do calendário que passou por [dezembro](/blog/o-que-pescar-em-dezembro-brasil/) e por [junho e julho](/blog/o-que-pescar-em-junho-julho-brasil/). Use como ponto de partida e cruze sempre com a previsão, com o [calendário lunar de pesca 2026](/blog/calendario-lunar-pesca-2026-brasil/), com as regras de [piracema](/glossario/piracema/) e [defeso](/glossario/defeso/) e com a portaria atual do estado onde você pretende pescar.

## Resposta rápida: boas espécies para fevereiro

| Ambiente | Espécies que valem atenção | Estratégia principal |
|---|---|---|
| Rios do Centro-Sul (reabertos) | dourado, pintado, cachara, pacu, piraputanga, piracanjuba, piau, piapara | Conferir portaria; iscas vivas e artificiais em corredeiras e poções; priorizar nível estável |
| Pantanal (reabertura) | pintado, pacu, dourado, piraputanga, barbado | Barco e ceva; respeitar cotas; água alta no início do mês |
| Litoral Sul e Sudeste | robalo, corvina, anchova, pampo, parati, betara, papa-terra | Ler maré e estrutura; amanhecer e entardecer; fugir do sol do meio-dia |
| Litoral Nordeste | robalo, cioba, serra, xaréu, pargo, carangos | Trabalhar costões e recifes na maré de movimento; entardecer forte |
| Estuários e barras | robalo-peva, robalo-flecha, corvina, pescada | Maré de movimento, isca viva bem apresentada na virada |
| Pesqueiros particulares | tilápia, carpa, pacu, tambaqui, tambá | Ceva leve na água quente, horários de frescor, hidratação |
| Represas com espécies introduzidas | black bass, traíra, tucunaré, lambari | Pescar cedo e tarde; trabalhar estrutura; fugir do calor |
| Amazônia (fim da seca) | tucunaré (primeira quinzena), matrinxã, pirarara | Acompanhar nível e portaria; planejar temporada que abre em setembro |

O ponto central: fevereiro não é mês de peixe escasso, é mês de escolha consciente e de portaria. Quem migra para o rio recém-liberado pesca dourado e pintado; quem fica no mar ou no pesqueiro também pesca o mês inteiro, dentro da lei e com o peixe ativo.

## A grande notícia de fevereiro: a reabertura dos rios

O evento que define fevereiro é a **abertura da temporada de rio** no Centro-Sul. Para a maior parte das espécies migradoras de água doce — dourado, pintado, cachara, pacu, piraputanga, piracanjuba, piapara e curimbatá — o defeso está em vigor desde 1º de novembro e costuma encerrar no fim de janeiro ou em 1º de fevereiro, conforme o estado, a bacia e a espécie.

Na prática, isso significa que rios e represas públicas do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste voltam a ficar **liberados para a pesca desses migradores** ao longo de fevereiro. É o sinal verde para a primeira viagem de rio do ano, depois de quase três meses virando isca, revisando equipamento e estudando mapa. O roteiro sobre [piracema e defeso](/blog/piracema-defeso-quando-pescar/) e o de [fim do defeso em 2026](/blog/fim-do-defeso-2026-quando-onde-pescar/) explicam o mecanismo, mas a fonte final é sempre a portaria estadual vigente — ela muda todo ano e pode adiantar, atrasar ou condicionar a abertura.

Três pontos de atenção nessa abertura:

- **A data não é única.** Alguns estados liberam em 1º de fevereiro, outros no fim do mês, e há bacias em que a piracema se estende até março. Confirmar antes de viajar é obrigatório.
- **Cota e tamanho mínimo seguem valendo.** A abertura não significa pesca sem limite. Confira a cota por espécie e o tamanho mínimo da bacia.
- **A água ainda pode estar alta.** Especialmente no Pantanal e em grandes bacias, fevereiro ainda é mês de cheia residual, o que muda a estratégia e favorece o barco e a ceva.

## Rios do Centro-Sul: a volta do dourado, do pintado e do pacu

Com a reabertura, o elenco de estrelas da água doce brasileira volta ao jogo. O **dourado** ([técnicas de rio](/blog/dourado-rio-pesca-tecnicas/)) é o grande nome da reabertura em rios de corredeira do Paraná, Paraguai, Uruguai e afluentes: pesado, explosivo e faminto depois da piracema, ele ataca iscas-artificiais de meia-água e superfície e iscas vivas trabalhadas nos poções. O **pintado** e a **cachara** ([guia de pintado e surubim](/blog/pesca-de-pintado-surubim-guia-completo/)) são o alvo de fundo, com iscas vivas na passada e ceva bem feita nas praias de rio. O **pacu** ([técnicas e iscas](/blog/pesca-de-pacu-tecnicas-iscas-locais/)) rende com tucum, minhoca e frutas, e a **piraputanga** ([no Pantanal](/blog/piraputanga-no-pantanal-iscas-locais-cuidados/)) devolve a emoção da superfície em águas claras.

A estratégia de fevereiro combina leitura de rio e paciência. A água ainda carrega o volume da estação chuvosa, então vale priorizar trechos de corredeira estável, bocas de lagoa e estruturas onde o peixe se concentra após a piracema. Iscas vivas frescas, [empates](/glossario/empate/) e [líderes](/glossario/lider/) reforçados e um [nó de pesca](/blog/nos-de-pesca-essenciais-guia-pratico/) confiável fazem a diferença entre soltar um belo peixe e perder a fisgada da temporada.

## Pantanal: a reabertura mais esperada do ano

No Pantanal, fevereiro é sinônimo de abertura — e de planejamento. As grandes espécies migradoras, como pintado, pacu, dourado e piraputanga, costumam voltar a ser permitidas em boa parte de Mato Grosso do Sul ao longo do mês, e muitos pescadores reservam pousada e barco com meses de antecedência justamente para essa janela. O guia de [pesca no Pantanal](/blog/pesca-no-pantanal-guia-completo/) detalha destinos, épocas e estratégias, e o de [como escolher pousada de pesca](/blog/como-escolher-pousada-de-pesca/) ajuda a não errar a base.

O cuidado em fevereiro é a água. O Pantanal ainda está em fase de cheia ou de vazante inicial, com rios altos e muitas áreas alagadas. Isso não impede a pescaria — pelo contrário, barco e ceva funcionam muito bem —, mas exige adaptação: procurar as praias que aparecem com a baixa, trabalhar as bordas das baías e respeitar cotas. Para quem está de férias de Carnaval na região, a dica é confirmar a portaria entre MT e MS, que têm regras diferentes, e reservar tudo com antecedência.

## Litoral Sul e Sudeste: o verão ainda entrega

Se a abertura chama atenção para o rio, o litoral segue entregando resultados de sobra. Fevereiro ainda é mês de água quente no Sul e no Sudeste, o que mantém a [pesca costeira](/blog/pesca-costeira-litoral-brasil/) entre as mais ativas do ano: cardumes de isca se movimentam, os predadores ficam agressivos e a leitura de praia segue valendo.

Na [pesca de praia](/blog/montagem-pesca-de-praia-inverno/), o elenco de sempre rende: **corvina**, **pampo**, **parati**, **betara** e **papa-terra**. A leitura é a mesma de qualquer estação — identificar o canal, o banco e a lavagem —, mas o calor concentra as capturas no amanhecer e no entardecer. À medida que fevereiro avança e a temperatura começa a cair no Sul, a praia só melhora, antecipando o excelente outono.

O grande nome do mês segue sendo o **robalo**. Nas [barras de rio, estuários e marés de movimento](/blog/pesca-robalo-tecnicas-iscas-melhores-locais/), tanto o robalo-peva quanto o robalo-flecha permanecem ativos com a água quente. Isca viva bem apresentada na virada de maré é uma das pescarias mais consistentes do fim do verão. À noite, em píers e molhes, a **anchova** aparece com força nas águas mais oxigenadas — uma janela clássica de [pesca noturna](/blog/pesca-noturna-brasil-tecnicas-especies/).

## Litoral Nordeste: água morna o ano inteiro

No Nordeste, fevereiro é apenas mais um mês quente num mar que nunca esfria de verdade. Costões, recifes, píers e pedras rendem **robalo**, **cioba**, **serra**, **xaréu**, **pargo** e os pequenos carangos o ano todo, e o calor só mantém a atividade do predador. A estratégia segue a mesma lógica: trabalhar a estrutura na maré de movimento, valorizar o entardecer e o início da noite, e ajustar o tamanho da isca ao peixe que aparece. Para quem está de férias na região, a vantagem é poder pescar em qualquer dia do mês sem depender de janela sazonal.

## Estuários: a casa do robalo no fim do verão

Se fevereiro tem uma pescaria-símbolo no litoral, é o robalo no estuário. A confluência de rio e mar, com água escura, estrutura e maré, segue sendo o habitat perfeito do robalo-peva e do robalo-flecha, gulosos com a temperatura ainda alta. O segredo é a maré: na vazante, o robalo se posiciona nas bocas de canais e corixos esperando a isca ser carregada; na enchente, sobe com a água em busca de alimento. Isca viva apresentada na virada costuma ser decisiva. É uma pescaria de precisão, com [equipamento de pesca](/blog/equipamentos-pesca-iniciante/) equilibrado, líder adequado e pouca sorte, muita leitura de água.

## Pesqueiros: o mês das férias e do Carnaval

Pesqueiros particulares continuam em um dos melhores momentos do ano em fevereiro. Com a água ainda quente, **tilápia**, **carpa**, **pacu**, **tambaqui** e **tambá** se alimentam com vigor e respondem bem a [ceva](/glossario/ceva/) leve e isca bem apresentada. É também a pescaria mais acessível no feriado de Carnaval: perto de casa, sem barco, com estrutura e conforto para a família.

O guia de [pesca em pesqueiro](/blog/pesca-em-pesqueiro-guia-completo/) detalha montagens e técnicas, e o de [tilápia](/blog/pesca-de-tilapia-tecnicas-iscas-dicas/) é a base para o peixe mais comum desses ambientes. Em fevereiro, o diferencial é o manejo do calor: pescar cedo, antes do sol subir, e no fim da tarde; usar ração de menor porte quando o peixe está mais seletivo no auge do calor; e investir em hidratação e proteção solar. À noite, com lanternas e ceva, a pescaria de tilápia e carpa rende muito num pesqueiro liberado.

## Represas e lagoas: espécies introduzidas seguem firmes

Em lagoas, açudes e represas liberados, as espécies introduzidas seguem como estrela de fevereiro. O **black bass** ([guia de pesca](/blog/pesca-de-black-bass-represas-brasil/)) fica mais ativo nas janelas de frescor e na sombra da estrutura; a **traíra** ([como pescar](/blog/traira-como-pescar-iscas-tecnicas/)) ataca bem na água quente, principalmente com iscas-artificiais de superfície no amanhecer; o **tucunaré**, presente em alguns reservatórios do Sudeste, aproveita o calor para caçar ativamente e costuma render até a virada para o outono; e o **lambari** rende para iniciantes e como isca viva. O roteiro das [melhores represas do Brasil](/blog/melhores-represas-pesca-esportiva-brasil/) ajuda a escolher o destino.

Como o calor do meio-dia ainda deixa o peixe mais lento e concentrado na estrutura, concentre o esforço no início da manhã e no fim da tarde, trabalhe as sombras e evite as águas abertas e rasas no pior do sol. Represas com estrutura — pauleiras, galhadas, pedras e vegetação — rendem mais do que águas limpas e planas.

## Amazônia: o último suspiro da seca

Diferente do litoral e do pesqueiro, fevereiro é um mês de transição delicada na Amazônia. É o **fim da seca e o início da cheia**: em boa parte da bacia do Rio Negro e afluentes, a primeira quinzena ainda pode render os últimos **tucunarés** da temporada ([guia da Amazônia](/blog/pesca-tucunare-amazonia-guia-2026/)), antes de a água subir, invadir a mata e dispersar o peixe. A partir da segunda quinzena, a janela produtiva se fecha e só reabre por volta de setembro.

O melhor uso de fevereiro, para quem sonha com a Amazônia, é logístico: acompanhar o nível do rio, confirmar a portaria, escolher a operação entre os [melhores destinos](/blog/pesca-na-amazonia-melhores-destinos/) e reservar a próxima temporada. Tentar forçar uma pescaria no pico da cheia costuma dar frustração, não peixe. Para matar a vontade de tucunaré perto de casa, represas liberadas do Sudeste com a espécie introduzida são a alternativa prática — e em fevereiro ainda estão ativas.

## Araguaia-Tocantins: abertura e planejamento

No Araguaia e no Tocantins, fevereiro também é mês de portaria e de transição. Com a piracema se encerrando, voltam a ser alvo o dourado, o pintado, a pirarara e a cachorra, sempre respeitando a janela liberada de cada trecho. O roteiro de [pesca no Araguaia-Tocantins](/blog/pesca-no-araguaia-tocantins-destinos-especies/) ajuda a escolher o trecho e a operação. Como a região ainda está em fase de águas altas no início do mês, vale priorizar a segunda quinzena e confirmar a portaria local.

## Equipamento essencial para pescar em fevereiro

Fevereiro ainda pede um kit pensado para o calor, mas já abre espaço para a tralha de rio reaberta:

- **No rio (dourado, pintado, pacu)**: vara de ação média a pesada, molinete ou carretilha compatível com a linha da vez, linha principal reforçada, [empates](/glossario/empate/) e [líderes](/glossario/lider/) de aço ou fluourocarbono grosso para os dentes do dourado, iscas-artificiais de meia-água e superfície e iscas vivas frescas.
- **Na praia**: vara de surfcasting média a longa, molinete compatível, linha principal de boa resistência, empates e pernadas reforçadas, chumbadas variadas para a corrente e iscas naturais frescas (camarão, sardinha, corrupto e tatuíra onde permitido).
- **No estuário (robalo)**: conjunto baitcast ou spinning leve, linha fina e líder de fluourocarbono, iscas-artificiais (jigs, plugs, shads) e isca viva para a virada de maré.
- **No pesqueiro**: vara média, linha equilibrada, anzóis de capa fina, [ceva](/glossario/ceva/) leve e ração de qualidade.
- **Na represa (bass/traíra)**: vara de ação média, iscas-artificiais de superfície e meia-água, [leader](/glossario/lider/) adequado e leitura de estrutura.
- **Para qualquer ambiente**: [óculos polarizados](/blog/oculos-polarizados-para-pesca/), chapéu ou viseira, protetor solar, hidratação farta e repelente — o fim do verão ainda ameaça tanto quanto o peixe premia.

Para o iniciante, o guia de [equipamentos de pesca para iniciante](/blog/equipamentos-pesca-iniciante/) é o ponto de partida antes de investir em tralha específica, e o de [como escolher a linha de pesca ideal](/blog/como-escolher-linha-de-pesca-ideal/) ajuda a montar o conjunto certo para cada alvo.

## Como escolher o melhor dia em fevereiro

A escolha do dia em fevereiro ainda pesa bastante, porque o calor e a chuva de fim de verão continuam definindo a atividade. Os critérios, em ordem:

1. **Janela de frescor** — amanhecer e entardecer concentram a atividade na água quente. Meio-dia é para descanso, almoço e planejamento.
2. **Maré (no litoral)** — trabalhe com a maré de movimento; a virada é o momento de ouro para robalo e praia.
3. **Nível do rio (na água doce)** — em fevereiro, espere a água baixar e estabilizar após a chuva antes de insistir no rio recém-liberado.
4. **Calendário lunar** — cruze com o [calendário lunar de pesca 2026](/blog/calendario-lunar-pesca-2026-brasil/); as fases influenciam a atividade, sobretudo noturna.
5. **Previsão de chuva e vento** — fevereiro ainda tem tempestades de verão fortes no fim da tarde. Chuva pesada turva o rio e dificulta a pesca; vento forte complica o arremesso na praia.

## Pesque e solte na reabertura: um cuidado extra

A reabertura dos rios é o momento de cuidar do estoque que acabou de sair da piracema. A água quente de fevereiro carrega menos oxigênio e o peixe cansado na captura tem recuperação mais difícil. Se for [soltar o peixe](/blog/como-soltar-peixe-corretamente/), reduza o tempo de briga, mantenha o animal na água o máximo possível, evite fotos demoradas no sol e use [anzol circular](/glossario/anzol-circle/) para minimizar ferimentos. O [catch and release](/glossario/catch-and-release/) bem feito no início da temporada começa antes da fisgada, no equipamento adequado — e ajuda a garantir que o peixe esteja lá na próxima reabertura.

## Checklist rápido antes de sair

- [ ] Confirmar a **portaria** do estado e da bacia (data exata da abertura muda por região e por espécie).
- [ ] Conferir **licença** de pesca vigente para o tipo de água.
- [ ] Checar **nível do rio, maré, vento e previsão** de chuva (tempestade de fim de verão).
- [ ] Cruzar com o **calendário lunar** para escolher a janela.
- [ ] Montar o **kit de calor**: óculos polarizados, chapéu, protetor, hidratação e repelente.
- [ ] Definir o **alvo conforme a janela aberta**: rio recém-liberado, mar, estuário, pesqueiro ou represa.
- [ ] Planejar o **horário**: amanhecer e entardecer como prioridade.
- [ ] Preparar o **manejo de soltura** para o calor (anzol circular, tempo curto fora d'água).

## Perguntas frequentes

### Posso pescar em fevereiro no Brasil?
Sim, e fevereiro costuma ser um dos melhores meses para voltar aos rios. Na maior parte do Centro-Sul, a piracema das grandes espécies migradoras — dourado, pintado, cachara, pacu, piraputanga e piracanjuba — encerra no fim de janeiro ou em 1º de fevereiro, reabrindo rios e represas públicas. O mar segue aberto e quente, os pesqueiros lotam e as represas liberadas continuam rendendo. Confirme sempre a portaria vigente, pois a data exata muda por estado, bacia e espécie.

### A piracema acaba em fevereiro?
Para a maior parte das espécies migradoras do Centro-Sul, sim: o defeso, aberto em 1º de novembro, costuma encerrar no fim de janeiro ou em 1º de fevereiro, abrindo a temporada de rio. Mas há exceções — em alguns estados e bacias a piracema se estende até o fim de fevereiro ou março, e a regra muda por espécie. A abertura não vale para o mar nem para pesqueiros particulares. A fonte final é sempre a portaria estadual vigente.

### Fevereiro é bom para pescar dourado e pintado?
Sim, é o início da temporada. Com a reabertura dos rios, dourado, pintado, cachara e pacu voltam a ser o alvo principal no Pantanal e nos grandes rios do Centro-Sul. A água ainda pode estar alta e turva no início do mês, mas a ação melhora conforme o nível baixa. É o momento de planejar a primeira viagem de rio do ano — sempre respeitando a portaria, cotas e tamanhos mínimos.

### Dá para pescar tucunaré em fevereiro?
Na Amazônia, fevereiro costuma ser o último suspiro da seca. Na primeira quinzena, especialmente no Rio Negro e afluentes, ainda é possível capturar os últimos tucunarés da temporada antes de a cheia subir e dispersar o peixe. Depois disso, a janela se fecha e só reabre por volta de setembro. Para tucunaré perto de casa, represas liberadas do Sudeste com a espécie introduzida seguem ativas na água quente.

### Fevereiro é bom para pesca de praia?
Sim. A água ainda está quente no litoral Sul e Sudeste, mantendo robalo, corvina, anchova, pampo, parati e betara ativos, sobretudo no amanhecer e no entardecer. Os estuários seguem como a casa do robalo nas marés de movimento. À medida que o mês avança e a temperatura cai um pouco no Sul, a pesca de praia só melhora rumo ao outono.

### Fevereiro é mês de Carnaval — dá para pescar no feriado?
Dá, e é uma das janelas mais procuradas do ano. O feriado de Carnaval costuma lotar pesqueiros, litoral e destinos de rio recém-liberados. A dica é reservar pousada e barco com antecedência, fugir dos pontos mais cheios e respeitar a portaria, que continua valendo no feriado. Para quem quer tranquilidade, o pesqueiro particular ou uma represa liberada costumam ser a saída mais garantida.

### Preciso de licença para pescar em fevereiro?
Em águas públicas, sim, além das regras de defeso, cota, tamanho mínimo e áreas de proteção. Em pesqueiros particulares, a licença federal geralmente não é exigida, mas vale a regra da casa. Logo após a abertura dos rios, a fiscalização costuma ser intensa, por isso portar a documentação e conferir a portaria é ainda mais importante.

## Conclusão: fevereiro reabre os rios e mantém o litoral em alta

Fevereiro não é mês de peixe escasso — é mês de portaria, de reabertura e de escolha consciente. Enquanto a piracema libera dourado, pintado e pacu nos rios do Centro-Sul e no Pantanal, o litoral ainda entrega o melhor do fim do verão com robalo, corvina e anchova, os pesqueiros lotam com tilápia e carpa na água quente e as represas liberadas guardam bass, traíra e tucunaré nas janelas de frescor. A Amazônia, no último suspiro da seca, ainda rende os últimos tucunarés antes da cheia.

Quem entende isso organiza a primeira viagem de rio do ano com antecedência, confere a portaria, foge do sol do meio-dia e cuida do peixe na água quente. Fevereiro premia o pescador que lê o rio e a maré, escolhe a janela de frescor e respeita a regra — e deixa o restante do calendário, com a água baixando e o outono chegando, como o próximo capítulo a esperar.
