Fevereiro é o mês da virada na pesca esportiva brasileira. O verão começa a perder força, as águas dos rios do Centro-Sul começam a baixar e, o mais importante, a piracema chega ao fim na maior parte do país: dourado, pintado, pacu, piraputanga e piracanjuba voltam a ser alvo legítimo após quase três meses de defeso. Para muita gente, fevereiro marca a primeira viagem de rio do ano — e o aumento da adrenalina que só a reabertura traz.
Mas fevereiro não é só rio. Enquanto as águas continentais reabrem, o litoral segue no melhor momento, com a água ainda quente deixando robalo, corvina e anchova muito ativos. Os pesqueiros particulares continuam lotados com tilápia, carpa e tambaqui na água morna, e as represas liberadas guardam black bass, traíra e tucunaré introduzido nas janelas de frescor. Na Amazônia, o mês ainda entrega os últimos tucunarés da seca antes de a cheia tomar conta.
A pergunta “o que pescar em fevereiro?” continua dependendo da mesma combinação de sempre: região, regra local, nível da água, temperatura, vento e estrutura. Mas fevereiro tem uma particularidade que poucos meses têm: a expectativa da abertura. Quem organiza a viagem com antecedência, confere a portaria e escolhe a janela certa pesca muito mais — e evita a multa e a decepção de um rio ainda interditado.
Este guia é a continuação direta do roteiro de o que pescar em janeiro, quando a piracema ainda fechava os rios e o litoral carregava a temporada, e fecha o verão do calendário que passou por dezembro e por junho e julho. Use como ponto de partida e cruze sempre com a previsão, com o calendário lunar de pesca 2026, com as regras de piracema e defeso e com a portaria atual do estado onde você pretende pescar.
Resposta rápida: boas espécies para fevereiro
| Ambiente | Espécies que valem atenção | Estratégia principal |
|---|---|---|
| Rios do Centro-Sul (reabertos) | dourado, pintado, cachara, pacu, piraputanga, piracanjuba, piau, piapara | Conferir portaria; iscas vivas e artificiais em corredeiras e poções; priorizar nível estável |
| Pantanal (reabertura) | pintado, pacu, dourado, piraputanga, barbado | Barco e ceva; respeitar cotas; água alta no início do mês |
| Litoral Sul e Sudeste | robalo, corvina, anchova, pampo, parati, betara, papa-terra | Ler maré e estrutura; amanhecer e entardecer; fugir do sol do meio-dia |
| Litoral Nordeste | robalo, cioba, serra, xaréu, pargo, carangos | Trabalhar costões e recifes na maré de movimento; entardecer forte |
| Estuários e barras | robalo-peva, robalo-flecha, corvina, pescada | Maré de movimento, isca viva bem apresentada na virada |
| Pesqueiros particulares | tilápia, carpa, pacu, tambaqui, tambá | Ceva leve na água quente, horários de frescor, hidratação |
| Represas com espécies introduzidas | black bass, traíra, tucunaré, lambari | Pescar cedo e tarde; trabalhar estrutura; fugir do calor |
| Amazônia (fim da seca) | tucunaré (primeira quinzena), matrinxã, pirarara | Acompanhar nível e portaria; planejar temporada que abre em setembro |
O ponto central: fevereiro não é mês de peixe escasso, é mês de escolha consciente e de portaria. Quem migra para o rio recém-liberado pesca dourado e pintado; quem fica no mar ou no pesqueiro também pesca o mês inteiro, dentro da lei e com o peixe ativo.
A grande notícia de fevereiro: a reabertura dos rios
O evento que define fevereiro é a abertura da temporada de rio no Centro-Sul. Para a maior parte das espécies migradoras de água doce — dourado, pintado, cachara, pacu, piraputanga, piracanjuba, piapara e curimbatá — o defeso está em vigor desde 1º de novembro e costuma encerrar no fim de janeiro ou em 1º de fevereiro, conforme o estado, a bacia e a espécie.
Na prática, isso significa que rios e represas públicas do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste voltam a ficar liberados para a pesca desses migradores ao longo de fevereiro. É o sinal verde para a primeira viagem de rio do ano, depois de quase três meses virando isca, revisando equipamento e estudando mapa. O roteiro sobre piracema e defeso e o de fim do defeso em 2026 explicam o mecanismo, mas a fonte final é sempre a portaria estadual vigente — ela muda todo ano e pode adiantar, atrasar ou condicionar a abertura.
Três pontos de atenção nessa abertura:
- A data não é única. Alguns estados liberam em 1º de fevereiro, outros no fim do mês, e há bacias em que a piracema se estende até março. Confirmar antes de viajar é obrigatório.
- Cota e tamanho mínimo seguem valendo. A abertura não significa pesca sem limite. Confira a cota por espécie e o tamanho mínimo da bacia.
- A água ainda pode estar alta. Especialmente no Pantanal e em grandes bacias, fevereiro ainda é mês de cheia residual, o que muda a estratégia e favorece o barco e a ceva.
Rios do Centro-Sul: a volta do dourado, do pintado e do pacu
Com a reabertura, o elenco de estrelas da água doce brasileira volta ao jogo. O dourado (técnicas de rio) é o grande nome da reabertura em rios de corredeira do Paraná, Paraguai, Uruguai e afluentes: pesado, explosivo e faminto depois da piracema, ele ataca iscas-artificiais de meia-água e superfície e iscas vivas trabalhadas nos poções. O pintado e a cachara (guia de pintado e surubim) são o alvo de fundo, com iscas vivas na passada e ceva bem feita nas praias de rio. O pacu (técnicas e iscas) rende com tucum, minhoca e frutas, e a piraputanga (no Pantanal) devolve a emoção da superfície em águas claras.
A estratégia de fevereiro combina leitura de rio e paciência. A água ainda carrega o volume da estação chuvosa, então vale priorizar trechos de corredeira estável, bocas de lagoa e estruturas onde o peixe se concentra após a piracema. Iscas vivas frescas, empates e líderes reforçados e um nó de pesca confiável fazem a diferença entre soltar um belo peixe e perder a fisgada da temporada.
Pantanal: a reabertura mais esperada do ano
No Pantanal, fevereiro é sinônimo de abertura — e de planejamento. As grandes espécies migradoras, como pintado, pacu, dourado e piraputanga, costumam voltar a ser permitidas em boa parte de Mato Grosso do Sul ao longo do mês, e muitos pescadores reservam pousada e barco com meses de antecedência justamente para essa janela. O guia de pesca no Pantanal detalha destinos, épocas e estratégias, e o de como escolher pousada de pesca ajuda a não errar a base.
O cuidado em fevereiro é a água. O Pantanal ainda está em fase de cheia ou de vazante inicial, com rios altos e muitas áreas alagadas. Isso não impede a pescaria — pelo contrário, barco e ceva funcionam muito bem —, mas exige adaptação: procurar as praias que aparecem com a baixa, trabalhar as bordas das baías e respeitar cotas. Para quem está de férias de Carnaval na região, a dica é confirmar a portaria entre MT e MS, que têm regras diferentes, e reservar tudo com antecedência.
Litoral Sul e Sudeste: o verão ainda entrega
Se a abertura chama atenção para o rio, o litoral segue entregando resultados de sobra. Fevereiro ainda é mês de água quente no Sul e no Sudeste, o que mantém a pesca costeira entre as mais ativas do ano: cardumes de isca se movimentam, os predadores ficam agressivos e a leitura de praia segue valendo.
Na pesca de praia, o elenco de sempre rende: corvina, pampo, parati, betara e papa-terra. A leitura é a mesma de qualquer estação — identificar o canal, o banco e a lavagem —, mas o calor concentra as capturas no amanhecer e no entardecer. À medida que fevereiro avança e a temperatura começa a cair no Sul, a praia só melhora, antecipando o excelente outono.
O grande nome do mês segue sendo o robalo. Nas barras de rio, estuários e marés de movimento, tanto o robalo-peva quanto o robalo-flecha permanecem ativos com a água quente. Isca viva bem apresentada na virada de maré é uma das pescarias mais consistentes do fim do verão. À noite, em píers e molhes, a anchova aparece com força nas águas mais oxigenadas — uma janela clássica de pesca noturna.
Litoral Nordeste: água morna o ano inteiro
No Nordeste, fevereiro é apenas mais um mês quente num mar que nunca esfria de verdade. Costões, recifes, píers e pedras rendem robalo, cioba, serra, xaréu, pargo e os pequenos carangos o ano todo, e o calor só mantém a atividade do predador. A estratégia segue a mesma lógica: trabalhar a estrutura na maré de movimento, valorizar o entardecer e o início da noite, e ajustar o tamanho da isca ao peixe que aparece. Para quem está de férias na região, a vantagem é poder pescar em qualquer dia do mês sem depender de janela sazonal.
Estuários: a casa do robalo no fim do verão
Se fevereiro tem uma pescaria-símbolo no litoral, é o robalo no estuário. A confluência de rio e mar, com água escura, estrutura e maré, segue sendo o habitat perfeito do robalo-peva e do robalo-flecha, gulosos com a temperatura ainda alta. O segredo é a maré: na vazante, o robalo se posiciona nas bocas de canais e corixos esperando a isca ser carregada; na enchente, sobe com a água em busca de alimento. Isca viva apresentada na virada costuma ser decisiva. É uma pescaria de precisão, com equipamento de pesca equilibrado, líder adequado e pouca sorte, muita leitura de água.
Pesqueiros: o mês das férias e do Carnaval
Pesqueiros particulares continuam em um dos melhores momentos do ano em fevereiro. Com a água ainda quente, tilápia, carpa, pacu, tambaqui e tambá se alimentam com vigor e respondem bem a ceva leve e isca bem apresentada. É também a pescaria mais acessível no feriado de Carnaval: perto de casa, sem barco, com estrutura e conforto para a família.
O guia de pesca em pesqueiro detalha montagens e técnicas, e o de tilápia é a base para o peixe mais comum desses ambientes. Em fevereiro, o diferencial é o manejo do calor: pescar cedo, antes do sol subir, e no fim da tarde; usar ração de menor porte quando o peixe está mais seletivo no auge do calor; e investir em hidratação e proteção solar. À noite, com lanternas e ceva, a pescaria de tilápia e carpa rende muito num pesqueiro liberado.
Represas e lagoas: espécies introduzidas seguem firmes
Em lagoas, açudes e represas liberados, as espécies introduzidas seguem como estrela de fevereiro. O black bass (guia de pesca) fica mais ativo nas janelas de frescor e na sombra da estrutura; a traíra (como pescar) ataca bem na água quente, principalmente com iscas-artificiais de superfície no amanhecer; o tucunaré, presente em alguns reservatórios do Sudeste, aproveita o calor para caçar ativamente e costuma render até a virada para o outono; e o lambari rende para iniciantes e como isca viva. O roteiro das melhores represas do Brasil ajuda a escolher o destino.
Como o calor do meio-dia ainda deixa o peixe mais lento e concentrado na estrutura, concentre o esforço no início da manhã e no fim da tarde, trabalhe as sombras e evite as águas abertas e rasas no pior do sol. Represas com estrutura — pauleiras, galhadas, pedras e vegetação — rendem mais do que águas limpas e planas.
Amazônia: o último suspiro da seca
Diferente do litoral e do pesqueiro, fevereiro é um mês de transição delicada na Amazônia. É o fim da seca e o início da cheia: em boa parte da bacia do Rio Negro e afluentes, a primeira quinzena ainda pode render os últimos tucunarés da temporada (guia da Amazônia), antes de a água subir, invadir a mata e dispersar o peixe. A partir da segunda quinzena, a janela produtiva se fecha e só reabre por volta de setembro.
O melhor uso de fevereiro, para quem sonha com a Amazônia, é logístico: acompanhar o nível do rio, confirmar a portaria, escolher a operação entre os melhores destinos e reservar a próxima temporada. Tentar forçar uma pescaria no pico da cheia costuma dar frustração, não peixe. Para matar a vontade de tucunaré perto de casa, represas liberadas do Sudeste com a espécie introduzida são a alternativa prática — e em fevereiro ainda estão ativas.
Araguaia-Tocantins: abertura e planejamento
No Araguaia e no Tocantins, fevereiro também é mês de portaria e de transição. Com a piracema se encerrando, voltam a ser alvo o dourado, o pintado, a pirarara e a cachorra, sempre respeitando a janela liberada de cada trecho. O roteiro de pesca no Araguaia-Tocantins ajuda a escolher o trecho e a operação. Como a região ainda está em fase de águas altas no início do mês, vale priorizar a segunda quinzena e confirmar a portaria local.
Equipamento essencial para pescar em fevereiro
Fevereiro ainda pede um kit pensado para o calor, mas já abre espaço para a tralha de rio reaberta:
- No rio (dourado, pintado, pacu): vara de ação média a pesada, molinete ou carretilha compatível com a linha da vez, linha principal reforçada, empates e líderes de aço ou fluourocarbono grosso para os dentes do dourado, iscas-artificiais de meia-água e superfície e iscas vivas frescas.
- Na praia: vara de surfcasting média a longa, molinete compatível, linha principal de boa resistência, empates e pernadas reforçadas, chumbadas variadas para a corrente e iscas naturais frescas (camarão, sardinha, corrupto e tatuíra onde permitido).
- No estuário (robalo): conjunto baitcast ou spinning leve, linha fina e líder de fluourocarbono, iscas-artificiais (jigs, plugs, shads) e isca viva para a virada de maré.
- No pesqueiro: vara média, linha equilibrada, anzóis de capa fina, ceva leve e ração de qualidade.
- Na represa (bass/traíra): vara de ação média, iscas-artificiais de superfície e meia-água, leader adequado e leitura de estrutura.
- Para qualquer ambiente: óculos polarizados, chapéu ou viseira, protetor solar, hidratação farta e repelente — o fim do verão ainda ameaça tanto quanto o peixe premia.
Para o iniciante, o guia de equipamentos de pesca para iniciante é o ponto de partida antes de investir em tralha específica, e o de como escolher a linha de pesca ideal ajuda a montar o conjunto certo para cada alvo.
Como escolher o melhor dia em fevereiro
A escolha do dia em fevereiro ainda pesa bastante, porque o calor e a chuva de fim de verão continuam definindo a atividade. Os critérios, em ordem:
- Janela de frescor — amanhecer e entardecer concentram a atividade na água quente. Meio-dia é para descanso, almoço e planejamento.
- Maré (no litoral) — trabalhe com a maré de movimento; a virada é o momento de ouro para robalo e praia.
- Nível do rio (na água doce) — em fevereiro, espere a água baixar e estabilizar após a chuva antes de insistir no rio recém-liberado.
- Calendário lunar — cruze com o calendário lunar de pesca 2026; as fases influenciam a atividade, sobretudo noturna.
- Previsão de chuva e vento — fevereiro ainda tem tempestades de verão fortes no fim da tarde. Chuva pesada turva o rio e dificulta a pesca; vento forte complica o arremesso na praia.
Pesque e solte na reabertura: um cuidado extra
A reabertura dos rios é o momento de cuidar do estoque que acabou de sair da piracema. A água quente de fevereiro carrega menos oxigênio e o peixe cansado na captura tem recuperação mais difícil. Se for soltar o peixe, reduza o tempo de briga, mantenha o animal na água o máximo possível, evite fotos demoradas no sol e use anzol circular para minimizar ferimentos. O catch and release bem feito no início da temporada começa antes da fisgada, no equipamento adequado — e ajuda a garantir que o peixe esteja lá na próxima reabertura.
Checklist rápido antes de sair
- Confirmar a portaria do estado e da bacia (data exata da abertura muda por região e por espécie).
- Conferir licença de pesca vigente para o tipo de água.
- Checar nível do rio, maré, vento e previsão de chuva (tempestade de fim de verão).
- Cruzar com o calendário lunar para escolher a janela.
- Montar o kit de calor: óculos polarizados, chapéu, protetor, hidratação e repelente.
- Definir o alvo conforme a janela aberta: rio recém-liberado, mar, estuário, pesqueiro ou represa.
- Planejar o horário: amanhecer e entardecer como prioridade.
- Preparar o manejo de soltura para o calor (anzol circular, tempo curto fora d’água).
Perguntas frequentes
Posso pescar em fevereiro no Brasil?
Sim, e fevereiro costuma ser um dos melhores meses para voltar aos rios. Na maior parte do Centro-Sul, a piracema das grandes espécies migradoras — dourado, pintado, cachara, pacu, piraputanga e piracanjuba — encerra no fim de janeiro ou em 1º de fevereiro, reabrindo rios e represas públicas. O mar segue aberto e quente, os pesqueiros lotam e as represas liberadas continuam rendendo. Confirme sempre a portaria vigente, pois a data exata muda por estado, bacia e espécie.
A piracema acaba em fevereiro?
Para a maior parte das espécies migradoras do Centro-Sul, sim: o defeso, aberto em 1º de novembro, costuma encerrar no fim de janeiro ou em 1º de fevereiro, abrindo a temporada de rio. Mas há exceções — em alguns estados e bacias a piracema se estende até o fim de fevereiro ou março, e a regra muda por espécie. A abertura não vale para o mar nem para pesqueiros particulares. A fonte final é sempre a portaria estadual vigente.
Fevereiro é bom para pescar dourado e pintado?
Sim, é o início da temporada. Com a reabertura dos rios, dourado, pintado, cachara e pacu voltam a ser o alvo principal no Pantanal e nos grandes rios do Centro-Sul. A água ainda pode estar alta e turva no início do mês, mas a ação melhora conforme o nível baixa. É o momento de planejar a primeira viagem de rio do ano — sempre respeitando a portaria, cotas e tamanhos mínimos.
Dá para pescar tucunaré em fevereiro?
Na Amazônia, fevereiro costuma ser o último suspiro da seca. Na primeira quinzena, especialmente no Rio Negro e afluentes, ainda é possível capturar os últimos tucunarés da temporada antes de a cheia subir e dispersar o peixe. Depois disso, a janela se fecha e só reabre por volta de setembro. Para tucunaré perto de casa, represas liberadas do Sudeste com a espécie introduzida seguem ativas na água quente.
Fevereiro é bom para pesca de praia?
Sim. A água ainda está quente no litoral Sul e Sudeste, mantendo robalo, corvina, anchova, pampo, parati e betara ativos, sobretudo no amanhecer e no entardecer. Os estuários seguem como a casa do robalo nas marés de movimento. À medida que o mês avança e a temperatura cai um pouco no Sul, a pesca de praia só melhora rumo ao outono.
Fevereiro é mês de Carnaval — dá para pescar no feriado?
Dá, e é uma das janelas mais procuradas do ano. O feriado de Carnaval costuma lotar pesqueiros, litoral e destinos de rio recém-liberados. A dica é reservar pousada e barco com antecedência, fugir dos pontos mais cheios e respeitar a portaria, que continua valendo no feriado. Para quem quer tranquilidade, o pesqueiro particular ou uma represa liberada costumam ser a saída mais garantida.
Preciso de licença para pescar em fevereiro?
Em águas públicas, sim, além das regras de defeso, cota, tamanho mínimo e áreas de proteção. Em pesqueiros particulares, a licença federal geralmente não é exigida, mas vale a regra da casa. Logo após a abertura dos rios, a fiscalização costuma ser intensa, por isso portar a documentação e conferir a portaria é ainda mais importante.
Conclusão: fevereiro reabre os rios e mantém o litoral em alta
Fevereiro não é mês de peixe escasso — é mês de portaria, de reabertura e de escolha consciente. Enquanto a piracema libera dourado, pintado e pacu nos rios do Centro-Sul e no Pantanal, o litoral ainda entrega o melhor do fim do verão com robalo, corvina e anchova, os pesqueiros lotam com tilápia e carpa na água quente e as represas liberadas guardam bass, traíra e tucunaré nas janelas de frescor. A Amazônia, no último suspiro da seca, ainda rende os últimos tucunarés antes da cheia.
Quem entende isso organiza a primeira viagem de rio do ano com antecedência, confere a portaria, foge do sol do meio-dia e cuida do peixe na água quente. Fevereiro premia o pescador que lê o rio e a maré, escolhe a janela de frescor e respeita a regra — e deixa o restante do calendário, com a água baixando e o outono chegando, como o próximo capítulo a esperar.